"Sem filosofia, os pensamentos são (...) enevoados e indistintos; a sua tarefa é torná-los claros e dar-lhes limites definidos." Ludwig Wittgenstein, Tractatus Logico-Philosophicus

domingo, 6 de março de 2011

Valores... contributo da Inês já corrigido

O que são Valores?
Um valor é uma preferência.
Os valores têm bipolaridade, contém o pólo positivo e o pólo negativo, sendo o lado positivo o que preferimos e o lado negativo o que rejeitamos.
Sendo os valores preferências, são subjectivos; os valores não são coisas mas sim o que atribuímos às coisas; são atractivos; os valores não são qualidades; são discutíveis; são organizados pelo sujeito segundo uma hierarquia (ordem de preferência) e são os nossos guias de acção, pois decidimos segundo o modo como valoramos (como nos relacionamos com o mundo, não com indiferença, mas por preferências).

Juízos de facto e Juízos de Valor
Porque há valores emitimos juízos de valor. (Gosto de dias com sol)
Contrariamente aos juízos de valor, os juízos de facto, são objectivos, descrevem a realidade como é, independentemente da pessoa, ou de como o sujeito gostaria que a realidade fosse. (Está um dia de chuva)
Os juízos de facto, por serem objectivos e descreverem a realidade, são verificáveis, por isso podem ser verdadeiros ou falsos (se estão ou não conformes à realidade).

Há valores universais?
Sim, se pensarmos o valor em abstracto, ou seja sem conteúdo, temos alguns, como a Vida, o Amor, a Beleza e a Justiça. Em princípio são universais, pois todos os reconhecemos como guias de acção, princípios ou critérios de escolha, preferências indubitáveis.
Mas se pensarmos nos valores já com conteúdo, determinados, com uma definição, sem ser em abstracto, teremos poucos ou nenhuns porque nesse caso já depende da cultura de cada país ou até mesmo da época. O que no nosso país se diz ser justo, noutro pode não o ser, ou o inverso. A concretização do valor difere de cultura para cultura, de época para época.

Inês Costa (10.1)

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