"Sem filosofia, os pensamentos são (...) enevoados e indistintos; a sua tarefa é torná-los claros e dar-lhes limites definidos." Ludwig Wittgenstein, Tractatus Logico-Philosophicus

domingo, 6 de março de 2011

Distinção entre Juízos de Facto e Juízos de Valor - Jéni

Juízo de facto
Quando nos referimos às coisas, aos acontecimentos, aos outros e a nós mesmos, relatando ou descrevendo objectivamente aquilo que vemos, ouvimos ou sabemos, estamos a formular juízos de facto.
Exemplos:
A jarra é de porcelana.
A jarra é azul.
A jarra tem flores pintadas à mão.
A jarra tem 25 cm de altura.


Juízo de valor
Porém, todos assumimos uma atitude valorativa em face das coisas, o que nos leva a formular juízos de valor. O mundo encarado em termos de valor torna-se mais colorido e mais humano, mas perde objectividade. Por isso, os juízos que formulamos a seu respeito deixam transparecer o calor da opinião, o sabor do comentário, em suma, a preferência que temos por umas coisas em relação a outras.
Exemplo:
O Gonçalo não gosta da jarra.
A jarra é inútil.
Jéni (10.1)

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