"Sem filosofia, os pensamentos são (...) enevoados e indistintos; a sua tarefa é torná-los claros e dar-lhes limites definidos." Ludwig Wittgenstein, Tractatus Logico-Philosophicus

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

OS VALORES - ANÁLISE E COMPREENSÃO DA EXPERIÊNCIA VALORATIVA

Já iniciámos a nova unidade.
Analisámos um dilema proposto pelo manual e reflectimos sobre o que está em causa num dilema.
É essencial perceber que um dilema não é um mero problema, mas uma situação problemática ao nível das decisões, por estarem em causa valores, e conflito de valores, onde qualquer das decisões que tomemos não nos deixa satisfeitos, nenhuma decisão é pacífica, mas sempre discutível e por motivos valorativos.
Isto porque a relação do homem com o mundo é, essencialmente, valorativa, ou seja, assenta em valores.
Há então que compreender o que são os Valores (características), distingui-los dos factos; distinguir juízos de facto de juízos de valor, sabendo exemplificar.

Vamos continuar a unidade, mas desta vez vou publicar apenas o que os alunos me fizerem chegar.
Informações, esclarecimentos, desafios, vão ficar à vossa responsabilidade.

1 comentário:

Paula Silva disse...

Comentário da Marilda, já corrigido:
Um dilema é quando estamos perante um problema de tal forma complexo de decidir (resolver) que nos exige uma reflexão extraordinária, porque há valores em conflito, é por isso diferente de um simples problema, pois se tivermos perante um problema teremos sempre uma solução, como por exemplo, se quisermos comprar uns sapatos e não tivermos dinheiro para pagá-los estaremos diante de um problema, ao contrário do dilema que não tem uma solução única e pacífica, ficam sempre dúvidas se devíamos ou não ter decidido daquela forma, a consciência vai “pesar-nos”… temos de escolher a opção que acharmos mais correcta, com base na nossa escala (hierarquia) de valores.
Por exemplo, no dilema "A vida de Jodie", que analisámos na aula, os valores apresentados e em conflito são: a vida, a justiça, a religião e a ética (deontologia). Pelo Juramento de Hipócrates qualquer médico deve lutar, por todos os meios possíveis e dignos, pela vida do seu paciente. O grande problema do dilema é o conflito de valores, porque as coisas à nossa volta, o mundo que nos rodeia, não nos é indiferente, por isso, não é aleatória ou indiferente a decisão que tomamos.
O valor é sempre uma preferência; os valores são os nossos guias de acção, há valores negativos (contra-valores) e positivos (bipolaridade), pois rejeitamos os primeiros e desejamos os segundos, são as nossas preferências; os valores são subjectivos no sentido em que dependem de cada sujeito, por isso são discutíveis e variam não só de sujeito para sujeito como de cultura para cultura.
Marilda da Silva